Será que você está relatando uma história sobre a mágoa? (Fred Luskin)
 
      Se você consultar seu bando de memória, provavelmente alguns itens armazenados ali são histórias sobre a mágoa. Essas histórias descrevem as coisas dolorosas que você sofreu, mas das quais não se livrou. Você reconhece essas histórias, pois, ao contá-las, fica exasperado ou sofre uma vez mais. Você reconhece uma história sobre a mágoa quando sente alvoroço no estômago, aperto no peito ou suor nas palmas das mãos. As histórias sobre a mágoa são aquelas que você conta para seu amigo para explicar porque sua vida não está do jeito que você gostaria. São aquelas que você apresenta para justificar porque está infeliz ou com raiva.
 
      Eis um teste conciso que ajuda a identificar se a história que você conta para si e para ou outros é uma história sobre a mágoa.
 
  1. Você contou sua história mais de duas vezes para a mesma pessoa?
  2. Você reprisa os acontecimentos mais de duas vezes por dia em sua mente?
  3. Você se pega conversando com a pessoa que o fez sofrer mesmo quando essa não está presente?
  4. Você se comprometeu a relatar a história sem se perturbar e depois se pegou inesperadamente agitado?
  5. A pessoa que o fez sofrer é a personagem principal da sua história?
  6. Quando você conta a história, ela traz à sua memória outras coisas dolorosas que lhe aconteceram?
  7. A sua história enfoca principalmente sua dor e o que você perdeu?
  8. Há um vilão em sua história?
  9. Você se comprometeu a não voltar a contar sua história e depois quebrou sua promessa?
  10. Você procura outras pessoas com problemas semelhantes para contar sua história?
  11. Sua história continua a mesma ao longo do tempo?
  12. Você conferiu os detalhes de sua história?
 
            Se você respondeu afirmativamente a cinco ou mais das primeiras onze questões e/ou negativamente a questão 12, há uma boa chance de você estar relatando uma história sobre a mágoa. Neste caso, não perca a esperança. É tão fácil criar uma história sobre a mágoa quanto modificá-la.
(Retirado do livro "O Poder do Perdão" - Fred Luskin)
 
 




  

 
Questionário sobre qualidade de vida por Augusto Jorge Cury

SINTOMAS PSÍQUICOS

  • Cansaço exagerado
  • Pensamento acelerado
  • Insônia
  • Excesso de sono
  • Esquecimento
  • Desmotivação, desânimo
  • Diminuição do prazer sexual
  • Baixa auto-estima
  • Medo
  • Perda do prazer de viver
  • Tristeza ou humor dreprimido
  • Falta de concentração
  • Sofrimento por antecipação
  • Angústia (ansiedade + aperto no peito)
  • Agressividade
  • Sentimento de culpa intenso
  • Solidão
  • Idéia de desistir da vida
 
 
SINTOMAS PSICOSOMÁTICOS
            
  • Dor de cabeça
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Taquicardia
  • Nó na garganta
  • Aperto no peito
  • Dores musculares
  • Prurido (coceira)
  • Gastrite 
  • Hipertensão quando está tenso
  • Diarréia quando está tenso
  • Aumento do apetite
  • Diminuição do apetite
  • Excesso de suor
  • Choro ou vontade de chorar
  • Mãos frias e úmidas
  • Queda de cabelo
  • Nenhum
 
 

      Os sintomas psíquicos têm um sistema de relação uns com ou outros. Por exemplo: quem tem insônia, geralmente, tem uma série de outros sintomas, tais como fadiga excessiva, irritabilidade, esquecimento.

    
                                         Classificação da qualidade de vida

Sem sintomas:                       Qualidade de vida excelente

1 - 2 sintomas:                       Qualidade de vida boa

3 - 4 sintomas:                       Qualidade de vida regular

5 - 9 sintomas:                       Qualidade de vida ruim

Dez ou mais sintomas:          Qualidade de vida péssima

            Essa classificação não é rígida, mas flexível. Em psicologia, nada é rígido e nada é irreversível.